Conforme dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Sergipe é o terceiro Estado do Brasil com o menor nível de fabricação e demanda de gás oxigênio, ficando atrás somente dos estados da Paraíba e Tocantins. Sergipe também tem um dos menores estoques do insumo, com cerca de 5,5 mil metros cúbicos.

Segundo informações apresentadas em gráfico pela Anvisa, o estado sergipano conta somente com uma empresa atuando na produção de gás oxigênio. Do total fornecido entre o período de 13 a 17 de março, 75,32% eram de companhias privadas, 24,6% de instituições públicas e 0,08% de distribuidoras.

Quando considerado o envase do oxigênio em cilindros, Sergipe aparece novamente entre os estados com os índices mais baixos, à frente apenas do Tocantins. Ainda segundo a Anvisa, São Paulo é o estado com o maior volume de fabricação, com 7,3 milhões de metros cúbicos, seguido por Minas Gerais (2,5 milhões de m3) e Rio de Janeiro (2 milhões de m3).

Os estoques de produção mostrados no painel são pequenos, no entanto, de acordo com o órgão, esses dados devem ser observados de acordo com a capacidade de cada estado. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), Sergipe não corre risco de ter falta de oxigênio hospitalar em suas unidades.

“O Estado se preparou de maneira adequada desde o início da pandemia. Todas as Unidades Hospitalares do Estado contam com reservatórios que garantem o abastecimento desse insumo. A empresa fornecedora do oxigênio na rede pública de Sergipe garante os serviços de assistência à saúde em toda rede”, informou a comunicação da SES ao F5 News.

Nesta terça-feira (23), o estado teve o maior número de pacientes internados desde o início da pandemia, com 820 no total. Um aumento substancial em relação ao dia anterior (22), quando foi divulgado pelo Boletim Epidemiológico da SES, o quantitativo de 784 pacientes internados.

Esses números têm aumentado diariamente nas últimas semanas, o que tem causado uma pressão no sistema de saúde tanto do setor público como do privado. Conforme divulgado pela SES, nesta terça-feira (23) a taxa de ocupação dos leitos de UTI nos hospitais públicos era de 87,7%, enquanto na rede privada o percentual é ainda maior, com 114,8%.

Plano Nacional

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira o Plano Oxigênio Brasil, com o intuito de dar auxílio a estados e municípios no abastecimento deste insumo. Segundo a pasta, os estados com mais dificuldade são Acre, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Norte e Rondônia.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, já começaram a ser transportados cilindros e estruturas relacionadas à oferta de oxigênio de Manaus para outras localidades. Serão deslocados 120 concentradores para o Rio Grande do Norte e 200 para o Paraná. Também serão enviadas duas unidades de oxigênio para Santa Catarina, uma para o Acre e outra para Rondônia.

O Ministério informa também que já foi feita requisição de envio a partir de São Paulo de 400 cilindros para Rondônia, 240 para o Acre, 160 para o Rio Grande do Norte, 100 para o Ceará e 100 para a Região Sul.

  • Com Informações de Agência Brasil