A categoria da limpeza pública de Aracaju foi surpreendida nas últimas semanas com uma medida constrangedora implementada pela empresa BTS. Os profissionais agora estão sendo monitorados por ‘tornozeleiras eletrônicas’ fixadas nos instrumentos de trabalho dos agentes de limpeza, a exemplo de vassouras.

Além do constrangimento de ser monitorado pela tornozeleira, os trabalhadores convivem com equipamentos de trabalho sucateados, a exemplo de bonés, luvas e fardamentos, e sofrem com as ausências de óculos, protetor solar e água para consumo humano.

“A situação dos funcionários da empresa BTS é de tristeza. Hoje não são asseguradas sequer as mínimas condições de trabalho para esses profissionais que prestam um serviço fundamental para a cidade, e para piorar, ainda o obrigam a fazer uso de tornozeleiras eletrônicas durante a atividade profissional. Vamos acionar o Poder Judiciário para que isso seja banido”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindelimp), Anderson Vidal.

O Sindelimp emitiu ofício solicitando da empresa BTS posicionamento sobre as denúncias e se dirigiu até a sede da empresa para dialogar com os diretores, mas a entidade sindical não foi recebida pelos gestores. A empresa segue sem se pronunciar e continua submetendo os agentes de limpeza ao trabalho em condições precárias.

O presidente do Sindelimp lamentou a postura da empresa. “A gente vem com regularidade para dialogar, para encontrar uma solução para o trabalhador, com protocolo em mãos, mas não somos recebidos pela empresa. Isso escancara o tratamento da BTS com o seu trabalhador e as irregularidades aqui listadas. É uma empresa sem coração e que não trata o trabalhador como deve. Vamos brigar por isso”, frisa Anderson Vidal.

Por: Vértice Comunicação