Autoridades da saúde de várias partes do país têm notado resistência da população à vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. De acordo com os relatos, os pacientes estão receosos quanto aos efeitos colaterais provocados pela vacina, e também pelo período de intervalo entre a primeira e segunda dose ser mais longo, de três meses. No entanto, em Sergipe, conforme apontado por algumas Secretarias Municipais da Saúde, não está sendo observado esse comportamento e o imunizante segue com boa adesão.

Em Aracaju, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, até o momento não foi possível perceber resistência da população com relação à vacina da AstraZeneca. A aplicação segue sendo realizada conforme o cronograma de imunização da capital.

Na cidade de Rosário do Catete, segundo a Secretária de Saúde, Glicia Fontes, a vacina AstraZeneca passou a ser ofertada na última semana e até o momento a adesão segue normal. “Ontem (26) nós só trabalhamos com a AstraZeneca e o pessoal veio tranquilamente tomar. Não estamos tendo relatos nem de rejeição ao imunizante, nem de efeitos adversos. Só tivemos dois casos de febre em pacientes que tomaram o imunizante”, disse a secretária.

O mesmo foi relatado pela vacinadora Paloma Santos Nascimento, do município de Itabaiana. “Até o momento não percebemos problemas com a AstraZeneca. Até aqueles que chegam um pouco receosos, não deixam de tomar”, revela.

Em Estância, a Secretaria Municipal da Saúde não observou resistência dos pacientes ao imunizante. “Até agora estamos batendo a meta de vacinação toda semana, com cobertura do público-alvo”, disse a Comunicação da pasta.

A vacina AstraZeneca foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e vem sendo aplicada no país inteiro, juntamente com a Coronavac. Conforme os estudos científicos divulgados, o imunizante garante segurança e eficácia de 100% nos casos graves da doença, que precisam de internação.