A Justiça de Sergipe autorizou o recambiamento de Wellington de Carvalho Bispo, suspeito de ter atirado no delegado Marcelo Hercos em um posto de combustível da capital, no dia 21 de setembro, da Bahia para Sergipe.

Na decisão, o juiz Claudio Bahia Felicíssimo, da 8ª Vara Criminal de Aracaju, autorizou, no dia 29 de setembro, a transferência do suspeito para a comarca de Aracaju. “Cumpre salientar, por importante, que há interesse público em elucidar os crimes praticados no distrito da culpa e a transferência do preso contribuirá para manutenção da ordem pública, bem como para o êxito das diligências policiais”, destaca.

O mandado de recambiamento foi  direcionado à Autoridade Policial da Comarca de Salvador/BA para que proceda à transferência, assim como  para a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Sergipe (SSP/SE) e ao Serviço de Polícia Interestadual (Polinter).  A decisão também foi enviada à Corregedoria Geral de Justiça do Estado de Sergipe e à Corregedoria Geral de Justiça do Estado da Bahia.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE), o mandado foi enviado à autoridade policial e se trata de   uma decisão judicial e, portanto, precisa ser cumprida, caso não haja outra decisão que a anule. No dia 27 de setembro, a Justiça da Bahia, diante da suspeita da prática de crime cometido por Wellington – que já cumpre pena no estado baiano em regime aberto  – decidiu por suspender o benefício da progressão de regime e decretou o cumprimento da pena em regime semiaberto.

A SSP/SE informou que o recambiamento do suspeito não depende da polícia sergipana e sim da decisão da Justiça da Bahia.

Inquérito

O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) enviou à Justiça, no dia 1º de outubro, o inquérito policial que apura os crimes de estelionato, associação criminosa e tentativa de homicídio contra o delegado Marcelo Hercos.

Manuel Santos Farias Neto e Daniel dos Santos foram presos em flagrante no dia seguinte ao crime, e indiciados por associação criminosa e estelionato, assim como Cristian Magno dos Santos Cruz, que se apresentou dois dias depois da ação criminosa e foi recambiado para Sergipe.

Wellinton, que já respondia a uma pena na Bahia e por isso permanece preso lá, foi indiciado pela tentativa de homicídio e por um furto, identificado em uma loja, no mês de agosto.