Em julho de 2020, entidades ligadas à causa indígena já alertavam: com a chegada da Covid-19, estava em curso um verdadeiro genocídio dessas populações. A pandemia seguiu avançando, e a taxa de mortalidade pela Covid-19 entre indígenas, em dezembro do ano passado, era 16% maior do que a média nacional.

Só a chegada da vacina parecia ser capaz de reverter o cenário devastador. Mas as doses chegaram, e com elas novos desafios.

A primira indígena a ser vacinada no Brasil, foi Vanuzia Kaimbé,técnica em enfermagem e graduada em serviço social, trabalha voluntariamente na aldeia Filhos da Terra, em Guarulhos (SP).

Ela relata os desafios enfrentados pelo seu povo durante os últimos 10 meses, quando tentaram se manter isolados para evitar que o novo coronavírus chegasse à comunidade. A voluntária também fala dos empecilhos que chegaram com a vacinação, como a resistência do Ministério da Saúde em vacinar a população não aldeada e a proliferação de discursos anti-vacina entre os povos indígenas.

Fonte: CNN/Brasil