O alerta sobre o aumento precoce do número de casos de influenza H3N2 em Sergipe tem mobilizado autoridades de saúde para conter o avanço da doença. Em menos de duas semanas, mais de 50 casos já foram confirmados no Estado em 10 dos 75 municípios sergipanos, chamando atenção para a necessidade de manter medidas preventivas.

A doença tem sintomas parecidos aos de uma gripe comum e também se assemelham com os da Covid-19. O vírus circula durante o ano todo, porém tem uma característica sazonal com predomínio nos meses de outono e inverno. Neste ano, devido às rotinas impostas pela pandemia, os casos estão aparecendo em um período incomum. 

“A circulação do vírus em um período que não é sazonal requer atenção, afinal, estamos numa pandemia pelo coronavírus e os sintomas da Covid-19 podem ser os mesmos que o H3N2 pode estar causando”, diz o diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Góes.

O infectologista aponta que a retomada das atividades presenciais tem impulsionado o aumento nos números de casos. A maior parte deles, contudo, são de pessoas com sintomas gripais leves.

“A gripe causa muito desconforto, dor no corpo, mal estar, faz com que as pessoas não frequentem o trabalho. O vírus pode avançar para formas graves, sim; no Brasil já há óbitos por causa do vírus, por isso, é importante se prevenir”, afirma Marco Aurélio.

Segundo ele, medidas de prevenção à Covid-19, a exemplo do distanciamento social e do uso de máscara facial, se aplicam também à Influenza.

“Se você está gripado ou com sintomas de problemas respiratórios, não frequente lugar com outras pessoas porque isso aumenta a transmissão, quando a gente observa surto é justamente por isso. É fundamental ainda seguir com a higienização das mãos e manter uso de máscaras durante esse período”, orienta Marco Aurélio Góes.

As cidades com casos confirmados do H3N2 são: Aracaju, Boquim , Capela, Gararu , Graccho Cardoso, Itabaianinha, Nossa Senhora do Socorro , Riachão do Dantas, São Cristóvão e Siriri.