Os condutores de ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Sergipe decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado a partir do dia 1º de fevereiro. A reivindicação da categoria é a mesma de quase todos os setores públicos do Estado: recomposição salarial. 

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância de Sergipe (Sindconam), Adilson Ferreira, os trabalhadores estão há oito anos e meio sem reajuste linear, o que significa o acúmulo de aproximadamente 50% de perdas salariais. Segundo o vice-presidente, há desinteresse da parte do governo de Sergipe em conceder o reajuste. 

“O próprio Tribunal de Contas já fez o referendo de que o governo poderia dar o reajuste, tirando da despesa anual. Ou seja, o governo sempre teve margem para reajustar o salário dos servidores. O que ocorre é um desinteresse mesmo. Está sempre querendo utilizar a verba em outras áreas e deixando os servidores na mão. Ele poderia limitar outros gastos e fazer o mínimo de recomposição. Porque imagine quanto um pão custava há oito anos atrás, e quanto custa hoje? Mas o nosso salário permanece o mesmo”, disse o sindicalista. 

A greve acontecerá por tempo indeterminado. Segundo Adilson, o prazo para encerrar será do governo, quando der uma resposta satisfatória à categoria. “Essa não é a primeira paralisação que fazemos com relação a reajuste. O governo vem sempre se omitindo, nos obrigando a parar as atividades”, acrescenta. 

No entanto, o Sindicato promete que a paralisação não afetará os serviços. De acordo com Adilson, será suspensa a atividade de 30% do efetivo. Além disso, ele garante que nenhuma unidade móvel de UTI será paralisada. 

“Sempre realizamos uma greve preocupada com o atendimento. Vamos parar o mínimo possível, que é 30% do percentual que estará em atividade no dia. Vale salientar que no meio desses 30% não vai parar nenhuma UTI móvel, e todas atuarão em 100% da atividade, porque entendemos que UTI trata de situação de vida ou morte”, aponta o vice-presidente.