O cantor e produtor musical DJ Ivis, acusado de agredir Pamella Holanda, ficou calado durante interrogatório policial após ser preso preventivamente, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS). As informações são do Diário do Nordeste

“No interrogatório não quis falar. Nós expedimos a guia de corpo delito e ele foi encaminhado para Delegacia de Capturas”, declarou Tharsio Facó, titular da Delegacia Metropolitana do Eusébio, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (15).

Dj Ivis foi detido nesta quarta-feira (14) e está dividindo cela com outros presos na Delegacia de Capturas e Polinter (Decap), em Fortaleza. “O inquérito será concluído em 10 dias.  Para que na sequência o Ministério Público possa oferecer denúncia e pague pelos seus atos”, declarou Sandro Caron, titular da SSPDS.

As agressões registradas por câmeras de videomonitoramento serão alvo de um outro inquérito formalizado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Fortaleza, segundo informou Sandro Caron. 

“Vai ser outro inquérito, outra responsabilização, outro indiciamento, eventualmente outro pedido de prisão”, declarou o secretário de segurança.  

A prisão preventiva foi tomada com base no Boletim de Ocorrência registrado por Pamella Holanda no dia 3 de junho.

Cronologia 

No dia 3 de julho de 2021, a ex-companheira de DJ Ivis, a cearense Pamella Holanda, registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) contra o cantor. No depoimento, ela revelou agressões como puxões de cabelo e socos após ela questionar postagens com marcações a ele no Instagram.

No domingo (11), Pamella Holanda divulgou em rede social, imagens do circuito interno de câmeras do apartamento do casal. Nos vídeos, o produtor musical aparece dando socos e chutes na cearense.

Conforme depoimento, as agressões aconteceram no 1º de julho. Em entrevista ao programa “Encontro com Fátima Bernardes”, a cearense disse que demorou a denunciar, pois ficou com medo de não acreditarem nela. 

Apesar do B.O só ser registrado em 2021, Pamella Holanda revelou que as agressões aconteceram ainda quando ela estava grávida, nos meses de dezembro de 2020 e fevereiro deste ano.