Apesar do decreto para flexibilizar as operações comerciais e de serviços, a economia sergipana ainda está distante da plena recuperação dos efeitos da pandemia. É o que revelou o Sebrae na 12º edição da Pesquisa de Impacto nas Pequenas Empresas Covid-19, realizada em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, do final de agosto até o início de setembro deste ano.

 A pesquisa mostra que 83% dos empresários consultados em Sergipe afirmam que seu faturamento mensal ainda é inferior ao do período pré-pandêmico. É o maior percentual entre todos os estados federais pesquisados. 

O dado demonstra uma alta de dois pontos percentuais em relação à pesquisa realizada em junho passado. A entrada de caixa na empresa caiu em média 52% em setembro, quase o mesmo percentual da pesquisa realizada em junho, quando os empresários relataram queda de 53% nas vendas. A perda também foi a maior entre todas as unidades da federação

Segundo a pesquisa feita pelo Sebrae, os setores mais afetados são os do artesanato (-47%), economia criativa (queda de 64%),  beleza (-41%) e o  turismo (- 48%). 

Inadimplência 

A pesquisa também demonstrou que, desde o início da crise, o índice de empresários que relataram buscar empréstimos caiu. Na pesquisa realizada em junho, essa proporção era de 51%, ante 39% na pesquisa mais recente. A taxa de acerto dessas solicitações, na verdade, se manteve estável, com 61% dos empresários recebendo recursos, um ponto percentual a mais do que o número da pesquisa anterior. 

Apesar desses pontos negativos, o estudo mostra que o índice de inadimplência dos empresários foi bastante reduzido. Entre as duas pesquisas, a proporção de empresários com dívidas e crédito vencido caiu de 39% para 25%. O índice de pequenos empresários que têm dívidas e cumpriram esses compromissos em tempo hábil subiu de 23% para 35%.

Outro aspecto positivo apontado pelo levantamento está relacionado ao processo de recuperação econômica. Eles estimam que agora levará 14 meses para trazer a situação econômica de volta aos níveis pré-pandêmicos e, na pesquisa anterior, essa expectativa era de 21 meses.

Apesar do otimismo, o estudo revelou outro fato preocupante, 60% dos empresários afirmam ainda ter dificuldade em manter o desenvolvimento dos negócios. Em estudo realizado em junho, essa proporção era de 62%. Em relação às vendas do Dia dos Pais, 65% dos comerciantes disseram que foram piores do que as registradas no ano passado.

Com informações do Sebrae