As cenas do Dj Ivis agredindo a mulher, a arquiteta Pamella Hollanda, na frente da filha ainda bebê e da mãe da vítima, chocaram à maioria dos brasileiros nesta segunda-feira (12), mas não se trata de um caso isolado. A violência doméstica é recorrente no país, no entanto, nem sempre há uma câmera de segurança filmando situações como essa, ou piores. Mais raro ainda é que ganhe tanta repercussão na internet. Em Sergipe, nos primeiros seis meses deste ano, 3.791 casos de violência contra a mulher foram registrados com base na Lei Maria da Penha, o que representa uma média de 20 denúncias por dia. 

O número representa uma queda de 4% em comparação ao mesmo período de 2020, quando 3.953 crimes contra mulheres foram cometidos em Sergipe. Além disso, nos últimos dias também foram registradas no estado as mortes de três mulheres e, em ao menos duas delas, a linha de investigação aponta para feminicídio. 

Conforme dados da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEAcrim), da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o principal tipo de denúncia oficializada é o de ameaça, com 1.403 registros de janeiro a junho deste ano. No relatório também consta que nestes primeiros seis meses do ano mais de 700 crimes de lesão corporal foram cometidos contra mulheres, 341 crimes de vias de fato, 115 descumprimentos de medida protetiva de urgência, 47 perseguições, e 792 crimes de injúria – todos relacionados à Lei Maria da Penha.

Os dados são uma demonstração real do quanto as mulheres continua desprotegida dentro do próprio lar, sob risco de agressões praticadas por pessoas em que elas confiam e, muitas vezes, amam. Casos como o do DJ Ivis, que teve repercussão nacional por se tratar de uma pessoa famosa, chamam ainda mais atenção para a luta contra a violência doméstica e a defesa das mulheres vítimas. Porém, a sociedade precisa estar atenta para denunciar. 

Em Sergipe, a SSP informa que nos casos de violência doméstica, a Polícia Militar pode ser acionada por meio do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), pelo número 190, nas situações em que o crime esteja ocorrendo. 

Além disso, as denúncias também podem ser feitas por qualquer pessoa por meio do Disque-Denúncia da Polícia Civil, no telefone 181. A Secretaria garante o sigilo do denunciante. A Delegacia de Grupos Vulneráveis funciona em sistema de plantão 24h, e o telefone é o (79) 3205-9400. 

Por: F5News