O preço da gasolina comum vem acumulando altas no país e já se aproxima de R$ 7 em Sergipe, segundo a pesquisa semanal da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço médio no Brasil acumula uma alta de 27,5% este ano e de 37% nos últimos 12 meses. 

O motorista sergipano, que no final de junho pagava no máximo R$ 5,98 pelo litro da gasolina, na última semana teve que desembolsar até R$ 6,78 pelo mesmo volume do combustível. 

Nos estados do Acre, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Tocantins, o preço da gasolina já chegou a R$ 7. O dólar tem grande influência nessa variação, já que os derivados de petróleo sobem sempre que o câmbio sofre desvalorização (ou seja, o real fica mais barato), segundo especialistas ouvidos pelo Estadão.

Outras questões, no entanto, também refletem no preço final do combustível, como o avanço da variante Delta do coronavírus, que tende a conter o crescimento econômico e, ainda, os conflitos no Afeganistão, que não é produtor de petróleo, mas está no Oriente Médio, região rica em reservas, o que também puxa os custos para cima.

Conforme o levantamento da ANP, Sergipe aparece entre os dez estados onde a gasolina tem pesado mais no bolso do consumidor. Se considerado o preço máximo aferido pela Agência, ele figura entre os seis mais altos do país. 

Divulgação da Petrobras

O preço nas refinarias, definido pela Petrobras, é uma das variáveis que compõem o valor final que chega aos consumidores. No meio do caminho, a gasolina ainda passa por adição de álcool anidro, sofre incidência de impostos e tem uma parcela de distribuição e venda, definida livremente por cada posto.