A empresa responsável pela gestão do Hospital Nestor Piva, em Aracaju, o Centro Médico do Trabalhador (CMT), se posicionou de forma contrária ao indiciamento das duas pessoas na conclusão do inquérito da Polícia Civil que apurou o incêndio registrado na unidade no dia 28 de maio. 

Em nota divulgada pelos advogados Evânio Moura e Felipe Ferreira, representantes da empresa, o CMT afirma respeitar o posicionamento da polícia, no entanto, “diverge do indiciamento realizado, considerando inconclusiva a prova pericial, existindo diversas inconsistências no inquérito policial”. 

“As demais questões jurídicas pertinentes serão objeto de debate perante o Poder Judiciário, após manifestação do Ministério Público”, disse o Centro Médico do Trabalhador, em nota. 

A Prefeitura de Aracaju, por sua vez, informou ao F5News que ainda não teve acesso ao inquérito policial e só deverá se manifestar quando isto acontecer.

As chamas atingiram a sala de tratamento contra a covid-19. Cinco pacientes foram vítimas fatais. Conforme a perícia do Instituto de Criminalística, a hipótese mais provável do incêndio foi a sobrecarga na sala de prescrição médica, em decorrência do aumento da potência do sistema elétrico, como consequência da derivação realizada no circuito a partir de uma das tomadas da sala que fica ao lado. 

As duas pessoas indiciadas devem responder aos crimes previstos nos artigos 250 e 258 do Código Penal, na modalidade culposa, ou seja, quando não há intenção.