Um levantamento feito pelo Consórcio Nordeste aponta que 42.977 famílias sergipanos aguardam na fila de espera para a concessão do Programa Bolsa Família (PBF). O número é referente ao mês de julho de 2021 e representa um crescimento de 24% com relação à demanda reprimida do Bolsa Família em fevereiro. 

Os dados significam que as famílias em situação de vulnerabilidade social, mesmo aptas ao ingresso no programa, ainda não tiveram direito ao benefício. No Brasil, um total de 2,4 milhões de famílias estão nesta situação, sendo a região Nordeste a mais prejudicada, com 881.748 de demanda reprimida, o que representa 36% do total. 

O Consórcio Nordeste protocolou um ofício para o ministro da Cidadania, João Inácio Ribeiro Roma Neto, no dia primeiro passado, no qual aponta ser urgente a necessidade de implementação de ações para zerar a fila de espera do Programa Bolsa Família, e destaca que é dever do governo garantir o direito de todo cidadão que necessitar desse acesso. 

O Consórcio Nordeste registra ainda que a quantidade de pessoas em situação de extrema pobreza tem aumentado no Brasil “drasticamente”, em virtude da pandemia de covid-19. “As políticas sociais, como o Programa Bolsa Família, são fundamentais para o enfrentamento à pobreza e alívio da pobreza extrema, bem como para à garantia de acesso a direitos das famílias em situação de vulnerabilidade”, aponta a entidade no ofício. 

O Ministério da Cidadania informa que “tem trabalhado sistematicamente para fortalecer os programas sociais e estabelecer uma rede de proteção para a população em situação de vulnerabilidade no país”, sendo compromisso da gestão ampliar o alcance das políticas socioassistenciais e atingir, com maior eficácia, a missão de superar a pobreza e minimizar os efeitos da desigualdade socioeconômica. 

Com relação ao PBF, o Ministério informou que, desde abril de 2020, o número de famílias atendidas se mantém acima dos 12 milhões, a maior média da história. “Portanto, não houve diminuição no número de contemplados pelo Bolsa Família nesta gestão. Somente entre janeiro e abril deste ano, mais de 600 mil novas famílias ingressaram no programa. Atualmente, 14,65 milhões de famílias de todo o país são atendidas, o que representa o maior patamar de cobertura. Em setembro de 2018, eram contempladas 13,7 milhões de famílias”, disse a pasta. 

Ainda conforme o Ministério, na região Nordeste o número passou de 6,9 milhões de famílias atendidas em 2018 para 7,1 milhões atualmente. Vale explicar que o número de contemplados flutua mensalmente, em virtude dos processos de inclusão, exclusão e manutenção de famílias.  

À medida que famílias são desligadas do programa, aquelas habilitadas, ainda não selecionadas, são incluídas gradualmente, por meio desse sistema, observando e cumprindo a disponibilidade orçamentária e a estimativa de pobreza para cada local, além de considerar a ordem de prioridade das famílias”, afirma o Ministério.

Fonte: F5News