O Ministério Público de Sergipe (MP-SE) requisitou a imediata identificação dos policiais envolvidos na ação que resultou na morte de Vitor da Silva Santos, de 11 anos, no final de semana passado, no município de Canindé do São Francisco, no sertão sergipano.

No ofício, datado de 26 de maio, o promotor de Justiça Emerson Oliveira Andrade solicita que “todos os policiais militares que direta e/ou indiretamente estiveram presentes no local do fato” sejam identificados, bem como a respectiva guarnição e viatura utilizada, com a consequente oitiva deles. 

No documento, o promotor também recomenda a identificação de todas as armas utilizadas pelos policiais militares para que sejam periciadas pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil, que conduz o inquérito instaurado para esclarecer as causas do homicídio do garoto. 

“Caso tenha havido a apreensão de projéteis, seja realizado o exame de microcomparação balística nas armas”, orienta o promotor Emerson Oliveira, solicitando ainda cópia do laudo necroscópico da vítima.

Vitor Santos foi morto a tiros, no domingo (23), no bairro Olaria, conhecido pelo intenso comércio ilegal de entorpecentes, durante uma troca de tiros entre traficantes e policiais militares. Segundo a PM, a guarnição foi ao local para averiguar a denúncia de uma suposta ocorrência de disparos de arma de fogo. 

“Os militares foram recebidos com tiros e revidaram, houve o confronto e os suspeitos fugiram”, disse o tenente coronel Vitor Anderson de Moraes Santos, comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar (4º BPM).

Segundo apuração inicial dos investigadores da PC, a mãe biológica do garoto, identificada como Juliana Costa da Silva, citou o endereço que funcionava como ponto de venda de drogas, onde ele estava no momento da abordagem. Embora ele fosse criado por uma tia, a mãe relatou que o menino seria usuário de drogas e estaria sendo usado como “aviãozinho” pelos traficantes da localidade. 

A Polícia Civil informou que, no momento da ação da Polícia Militar para prisão, segundo relato formal já prestado à autoridade policial e na presença de testemunhas, foi confirmado que o garoto estava com dois homens conhecidos na região como traficantes, além de estar em um local onde foi constatada em investigações e com informações de populares, o uso como ponto de venda de drogas.