Apesar de a Petrobras anunciar nesta terça-feira (19) que não conseguirá atender a demanda de combustíveis solicitada para o mês de novembro, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Sergipe (Sindpese) garante que o estado não corre risco de desabastecimento. Por outro lado, antecipa o risco de os preços aumentarem ainda mais. 

De acordo com o secretário executivo do Sindpese, Maurício Cotrim, a preocupação é com a possibilidade de aumento de preços no valor dos combustíveis, que já seguem em alta desde o ano de 2020. Segundo Cotrim, se as distribuidoras não tiverem as demandas supridas, haverá necessidade de importação de gasolina e diesel e com isso os custos aumentarão de maneira considerável. 

“Sabemos que o atual  mercado interno no Brasil está defasado em relação ao mercado internacional, em média de 17%, o que impactaria em torno de R$ 0,40 a mais no custo de aquisição do produto”, explica Cotrim. 

No último dado informado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Sergipe registrou no mês de agosto passado o volume comercializado de 32 milhões de litros de gasolina e 26 milhões de litros de diesel.