O lote de 1,1 milhão de doses de vacina Sputnik V, contra a Covid-19, esperado pelos estados do Consórcio Nordeste, não chegará ao Brasil nesta quarta-feira (28), como previsto inicialmente. Diante da mudança, o envio das vacinas está sem prazo definido. As informações são do Jornal O Globo

Nesta remessa, cerca de 46 mil doses do imunizantefeito pelo Fundo Soberano Russo seriam enviadas ao estado de Sergipe. A dose foi negociada a 9,95 dólares.

Uma reunião entre governadores da região e o Ministério da Saúde russo foi marcada também nesta quarta-feira para tentar resolver o impasse.

Os imunizantes desembarcariam no país sob o mecanismo chamado de importação excepcional e temporária, que permitiria a aplicação da vacina em 1% da população dos estados solicitantes, com uma série de restrições em relação ao quadro geral de saúde e faixa etária dos vacinados.

Havia uma previsão inicial da compra de 400 mil doses por parte do governo sergipano. No entanto, a importação dessas doses não ocorreu em totalidade porque a Anvisa não concedeu autorização de uso emergencial à vacina, por faltarem dados suficientes, segundo a agência, que garantam a segurança e eficácia do fármaco.

O cancelamento do envio do lote foi uma decisão do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), segundo a reportagem de O Globo, após o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, dizer publicamente que o Brasil “não tinha necessidade” dos imunizantes Sputnik V e Covaxin — vacina indiana sobre a qual há suspeitas de irregularidade na compra.

A vacina Sputnik V é aplicada em duas doses. De acordo com seus desenvolvedores, o imunizante apresentou eficácia de 91,6% nas fases 3 de testes. Seu uso ainda não ocorreu no Brasil, nem mesmo em estudos clínicos. Outros países, como a Argentina e a própria Rússia, aprovaram o imunizante e o utilizam em larga escala na população. Globalmente, 69 agências reguladoras já deram sinal positivo à vacina.

*Com informações de O Globo.