O Ministério da Saúde (MS) emitiu aos estados, nesta quarta-feira (31), uma nota técnica, com alterações no Plano Nacional de Imunizações (PNI), autorizando a antecipação da vacinação para alguns profissionais que atuam nas forças de segurança, salvamento e forças armadas.

Para isso, o MS irá antecipar o envio de um quantitativo de doses de vacinas contra a covid-19, “de maneira escalonada e proporcional, direcionado exclusivamente para a vacinação desses trabalhadores”.

A Secretaria da Saúde informou que segue o Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, e aguarda a chegada das doses para iniciar a vacinação desses profissionais. Segundo a pasta, ao todo, são mais de 8 mil profissionais da segurança pública no Estado.

O Ministério reconheceu que, desde o início da pandemia, as forças de segurança pública têm sido empregadas no cumprimento das medidas de controle sanitário, expedidas pelas esferas federal, estadual e municipal, no sentido de conter ações que contribuam para a disseminação da doença, dentre estas, a fiscalização de distanciamento social e de medidas restritivas e preventivas definidas pelos órgãos responsáveis.

Além disso, parte desses profissionais tem desenvolvido ações diretas de apoio às ações para operacionalização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19.

De acordo com a nota, deverão ser vacinados os trabalhadores das forças de segurança e salvamento e forças armadas, na seguinte ordem de prioridade:

• Trabalhadores envolvidos no atendimento e/ou transporte de pacientes.

• Trabalhadores envolvidos em resgates e atendimento pré-hospitalar. 

• Trabalhadores envolvidos diretamente nas ações de vacinação contra a covid-19. 

• Trabalhadores envolvidos nas ações de vigilância das medidas de distanciamento social, com contato direto e constante com o público independente da categoria.

A nota destaca que o Ministério da Saúde dispõe das estimativas globais desses profissionais (por Unidade Federada e Municípios), e que a identificação destes conforme linha de atuação deverá ocorrer em articulação com as representatividades locais, dos municípios, estados e Distrito Federal com as entidades representativas. E que caso ocorram excedentes de doses, “estas deverão ser direcionadas para aqueles com 60 anos ou mais, com comorbidades ou deficiência permanente, seguindo o ordenamento descrito no PNO”

Ainda de acordo com o documento, os demais trabalhadores da segurança pública e forças armadas, que não se enquadrarem nas atividades descritas, deverão ser vacinados de acordo com o andamento da campanha nacional de vacinação contra a covid-19, segundo o ordenamento descrito no PNO.