Em um mundo megaconectado, é cada vez mais comum utilizar canais digitais para realizar vários tipos de operações em que é necessário utilizar nossos dados pessoais, desde o simples cadastro em uma rede social até a compra de um imóvel. Esse processo foi ainda mais acelerado pela pandemia da covid-19. Apesar da comodidade, esse é um comportamento que exige cuidados. 

Na última semana, a influenciadora sergipana, Luiza Allan, do blog @naocomosoalface, foi vítima de um golpe financeiro. Outro caso que ganhou repercussão foi o do vazamento de dados do sistema do Banese vinculados ao Pix.

No caso do Banese, o banco já informou que nenhum dado dos clientes foi exposto, apenas informações cadastrais, que não permitem qualquer tipo de movimentação bancária e que não afetará os serviços e nem a saúde financeira dos envolvidos. Ainda assim, o MPE abriu inquérito para investigar o caso.  

O Banese também deu orientações para clientes que podem ser tomadas como medidas preventivas: 

1. Sempre suspeitar de mensagens SMS, ou em aplicativos, enviadas por números desconhecidos e nunca clicar em links enviados por números do tipo;

2. Ter atenção redobrada ao receber ligações de pessoas se passando por Bancos e jamais fornecer informações pessoais, códigos recebidos via SMS ou senhas bancárias;

3. Ter cuidado com e-mails e páginas falsas que tentam se passar por qualquer instituição financeira;

4. Nunca utilizar senhas fáceis de serem descobertas. 

Dados pessoais na internet

A influenciadora Luiza Allan caiu no golpe após receber ligação de um suposto estelionatário que se passava por atendente de uma empresa de telefonia. Em posse de diversos dados da criadora de conteúdo como CPF, RG, endereço, nome e contato de sua mãe, o suposto criminoso subtraiu uma boa quantia em dinheiro.  

“Eu confiei nele, muito porque ele sabia de todos os meus dados, também não tinha muita experiência com os trâmites bancários e fui caindo no golpe, cheguei a ir na agência. No final, quando tirei o meu extrato, só tinha 25 reais na minha conta”, declara Luiza.

influenciadora sergipana também relatou o fato em suas redes sociais, que contam com mais de 50 mil seguidores, onde compartilha informações e receitas veganas e vegetarianas. O relato viralizou na internet e acendeu o alerta para a segurança pessoal de dados na internet.

Lei Geral de Proteção de Dados  

Para a proteção de dados pessoais na internet, existe a Lei Geral de Proteção de Dados, conhecida como LGPD, que foi aprovada e seus efeitos começaram a valer em 2020. Ela surgiu para evitar erros no tratamento de dados de clientes pelas empresas.O objetivo principal da Lei é prover segurança, privacidade e transparência ao titular dos dados pessoais. 

Lucas Lisboa, advogado especialista em proteção de dados, declara que os clientes devem procurar empresas que estejam adequadas com uma política de privacidade e práticas de boa governança, pois já se tornaram comuns golpes como a clonagem de WhatsApp, clonagem de cartão de crédito, venda de dados para empresas de telemarketing, dentre outros. 

“Para o titular dos dados: muito cuidado! Principalmente ao expor seus dados para alguém, aquela frase que diz que hoje em dia ‘os dados são o novo petróleo’ diz muito sobre o valor de nossas informações pessoais no mercado, porque são elas que impulsionam os grandes negócios. Então estejam atentos se as empresas que se relacionam estão preocupadas com essa proteção”, explica o advogado. 

Lucas Lisboa promove o trabalho de adequação de empresas à LGPD, tanto na parte Jurídica, como na parte da segurança digital. 

Fonte: F5News