O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (15), os dados da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), realizada entre os anos de 2011 a 2020. Em Sergipe, os resultados apontam um ganho de 40 empresas no setor da indústria da construção, mesmo com a redução de participação no período analisado.

A PAIC teve início no ano de 1990 e tem por função principal identificar as características estruturais básicas da atividade de construção no País e suas transformações no tempo.

Nessa última pesquisa, com dados de 2011 a 2020, o IBGE registrou em Sergipe queda de 47 negócios atuantes na indústria da construção, saindo de 425 para 378 empresas. Nos últimos anos, porém, esse panorama vem sendo revertido: entre os anos de 2019 e 2020, o estado recuperou 40 empresas ativas no setor, saltando de 338 (2019) para 378 (2020).

Mesmo com o aumento das empresas no segmento, Sergipe apresentou uma redução do número de trabalhadores empregados – de 14.574, em 2019, para 13.056 em 2020. Na comparação com os dez anos em análise por essa PAIC mais recente, esse número se reduziu em mais de 50%.

Comparado ao Nordeste, em 2020, Sergipe apresentou o menor número de empresas ativas de construção e de pessoal ocupado. A liderança na região é da Bahia, com 2.409, assim como na mão de obra empregada – 96.164 trabalhadores (as).

A participação do estado na região Nordeste saiu de 4,1% em 2011 para 3,4% em 2020. Com isso, Sergipe está entre os dois estados nordestinos que perderam participação. O de Pernambuco foi o que mais perdeu relevância em 10 anos, chegando a uma redução de 9,7 p.p.

Cenário Nacional

Em relação ao país, em 2020, Sergipe seguiu ocupando a 22º posição de pessoal ocupado no setor da construção, com participação nacional de 0,7%. O estado de São Paulo está em 1º com 27%, enquanto a menor participação foi observada no Amapá, com 0,1%.

Em relação ao valor das incorporações, obras ou serviços, Sergipe também manteve a mesma presença nacional do ano de 2019 (0,6%). Na análise de dez anos, 2019 e 2020 registraram os menores percentuais de participação nacional, o que indica uma perda de força do estado no setor.