As pessoas entre 18 e 59 anos que vivem com HIV/Aids terão prioridade na vacinação contra a covid-19. O Ministério da Saúde incluiu essa população no grupo das pessoas com comorbidades no Plano Nacional de Imunização (PNI). Em Sergipe, será montada uma estratégia para imunizar as pessoas soropositivas, no intuito de preservar a identidade delas.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), Sergipe tem uma população de 6 mil pessoas com HIV/Aids em tratamento, mas será feito um levantamento para verificar a população da faixa etária de 18 a 59 anos.

“Esse é o número geral de todas as pessoas de diversas faixas etárias que fazem tratamento do HIV/Aids em Sergipe. Vamos fazer um levantamento da faixa etária específica do PNI para enviar ao Ministério da Saúde, porque eles precisam de uma população estimada para mandar as doses. Lembrando que as pessoas com mais de 60 anos com HIV já estão contempladas no grupo de imunização por idade”, explica Almir Santana, coordenador do Programa IST/Aids da SES.

Ainda não há uma data e nem uma logística definida de como irá funcionar a vacinação da população HIV/Aids. De acordo com a informação do Ministério da Saúde, as pessoas com HIV-Aids serão vacinadas no grupo de pessoas com comorbidades.

“O Ministério da Saúde ainda vai definir como será feita a vacinação das comorbidades e é nessa fase que os soropositivos serão imunizados, mas ainda não há data e nenhuma informação mais específica. Da mesma forma que ainda não foi passada nenhuma estratégia de imunização desse grupo, mas vamos pensar numa estratégia de imunizar essas pessoas preservando o sigilo. Porque o HIV não é uma comorbidade igual a diabetes, por exemplo, ainda existe o preconceito”, ressalta.

Dr. Almir diz que a inclusão das pessoas com HIV/Aids no grupo de vacinação é muito importante para a qualidade de vida dessas pessoas. Em Sergipe, até março, 25 pessoas com HIV/Aids morreram por complicações da covid-19.

“Desde o ano passado, estamos alertando essa associação do HIV com a covid-19. Pessoas em tratamento podem ser recuperar mais rápido, mas as pessoas com HIV que não se tratam, podem ter mais dificuldade em se recuperar e até vir a óbito. Por isso, reforçamos a orientação de cuidados de prevenção desse grupo. E sem dúvida a vacinação é fundamental para qualidade de vida das pessoas soropositivas”, enfatiza.

Fonte: Infonet