Um dos assuntos mais comentados das últimas semanas no Brasil, seja por redes sociais, grupos de WhatsApp ou conversas paralelas, tem sido sobre as reações vacinais. Muitas vezes, alguns relatos têm feito com que as pessoas acabem optando por imunizantes a depender do laboratório que foi fabricado. 

No entanto, de acordo com médicos infectologistas, ter reação à vacina contra a covid-19, ou qualquer outra vacina, é algo altamente esperado e independe do fabricante. Segundo a especialista Mariela Cometki, as reações vêm descritas, inclusive, na bula das vacinas.

Ainda conforme a infectologista, as reações adversas mais comuns são: febre nas primeiras horas após a aplicação da vacina ou, no máximo, até o dia seguinte, regredindo espontaneamente; inchaço e vermelhidão, nódulo no local da injeção; mal-estar; dor de cabeça; dores musculares e nas articulações de pequena intensidade com duração de até três dias. 

• O que fazer ou não fazer se tiver algum desses sintomas?

Segundo orientação médica da infectologista Mariela, os pacientes devem utilizar compressas frias (não colocar compressas quentes) no local de aplicação para alívio da dor e da inflamação. 

Além disso, não se deve aplicar qualquer produto sobre o local da vacinação, como cremes, pomadas e outros, bem como não fazer curativos.

Também é recomendado que evite coçar o local onde foi aplicada a vacina. E deve lavar o local da aplicação apenas com água e sabão e mantê-lo seco. 

E no caso de reações mais graves?

Apesar de incomuns, as reações mais graves também podem acontecer, principalmente nas pessoas com processos alérgicos. Apesar de nós termos vacinas seguras, alergias podem acontecer. 

Os pacientes devem, antes de se vacinar, procurar saber quais os componentes da fórmula e se há algum risco de alergia a esses componentes”, alerta a médica. 

Em caso de reação alérgica, o paciente deve procurar atendimento em uma Unidade de Saúde. Assim como também é orientado procurar atendimento médico às pessoas que tiverem os sintomas de reações mais intensas ou que demorem a cessar. 

“Os pacientes que têm sintomas leves podem fazer uso em doses habituais de analgésicos comuns. Não há necessidade de analgésicos ou antinflamatórios em altas doses ou em doses profiláticas. Se esses efeitos que teve perdurarem mais do que 72h, o paciente deve procurar o atendimento médico porque pode estar num quadro de adoecimento pós vacina, e não pela vacina. Ou seja, patologias prévias que não estavam manifestadas antes que você estava vacinada podem acontecer e após a vacinação iniciar os sintomas, que deve ser de qualquer doença acompanhada pelo médico”, explica a médica. 

A infectologista ressalta ainda que, pacientes que não tiverem reação não precisam ficar preocupados. “Tenho visto muito em consultório as pessoas relatando que não tiveram reações e questionando se foram de fato vacinados. A gente parte do pressuposto que alguns pacientes podem apresentar reações vacinais, mas não é obrigatório que ocorra para ter certeza que foi imunoprevenido”, assegura Mariela. 

Fonte: F5News