O serviço de transporte coletivo permanece operando de forma reduzida na Região Metropolitana de Aracaju na manhã desta sexta-feira (15). Trabalhadores rodoviários do Grupo Progresso continuam mobilizados contra o atraso nos pagamentos dos salários e a possibilidade de demissão de cobradores, prevista para o final do mês.

Os mais de 900 colaboradores das três empresas que integram o grupo afirmam que apenas metade do salário de setembro foi paga, sem os benefícios. A categoria diz que só deve voltar ao trabalho quando a situação for regularizada. 

A paralisação abrange um terço da operação do sistema de transporte público e, de acordo com o Setransp, afeta diretamente cerca de 30 mil usuários. Pelo segundo dia consecutivo, mais de 140 ônibus que circulam em 43 linhas não saíram das garagens.

Em nota, o Sindicato afirma que segue buscando viabilizar a sustentabilidade do serviço com apoio do Poder Público. “O transporte coletivo é um direito social, mas permanece enfrentando dificuldades com a queda do número de passageiros em 47%, acúmulo de débitos com fornecedores, sem nenhum aporte extra tarifário, sem nenhum subsídio para as gratuidades, nem avanços para isenção ou redução de impostos”, afirma o Setransp.

Ainda de acordo com a entidade, as demais quatro empresas do sistema seguem tentando dar suporte às linhas compartilhadas, “no entanto, há áreas que continuam com dificuldades de atendimento e não há previsão de retornar à regularidade”. 

A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Aracaju (SMTT) para saber quais medidas alternativas estão sendo adotadas e a relação de linhas com operação prejudicada. Até a publicação desta notícia, a autarquia informou apenas a quantidade de linhas atingidas e que os táxis não foram autorizados a fazer o serviço de lotação. 

Fonte: F5News