Um profissional da educação de São Cristóvão, região Metropolitana de Aracaju, procurou um portal de Notícias de Aracaju (F5NEWS) para fazer um desabafo sobre a retomada das aulas presenciais no município, nessa segunda-feira (5). De acordo com o internauta, a Prefeitura determinou o retorno dos profissionais, mesmo sem a aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19.

O governo de Sergipe autorizou, por meio de decreto, o retorno das das aulas presenciais a partir do próximo dia 21 para a rede privada, e a partir do dia 17 de agosto para a rede pública estadual. Mas, de acordo com a Secretaria de Estado da Educação do Esporte e da Cultura (Seduc), os municípios têm autonomia para decidir sobre essa questão. Ainda de acordo com a pasta, além de São Cristóvão, Itabaianinha e Canhoba também já retomaram as aulas presenciais.

Segundo a Prefeitura de São Cristóvão, as escolas municipais retomaram as aulas no formato presencial híbrido. Seguindo todos os protocolos de biossegurança para evitar a proliferação da Covid-19, as unidades de ensino estão adotando, conforme suas características, sistemas de rodízio das turmas.

Conforme as orientações da portaria Nº 247/2021, nas escolas com Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental, está sendo feita alternância de dias letivos, com aulas presenciais para até 50% da turma. Nos anos finais do Ensino Fundamental, as escolas estão realizando o rodízio das turmas diariamente ou semanalmente.

“As escolas se organizaram em torno de níveis e etapas de ensino, e receberão a quantidade de alunos conforme o que orientam os protocolos de segurança. Quando os estudantes não estiverem em aula presencial, estarão desenvolvendo atividades remotas orientadas pelos respectivos professores”, disse a secretária municipal de Educação, Quitéria de Barros.

SINTESE

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese) que reafirmou que os professores estão em greve, desde o dia 10 de maio, contra o retorno das aulas presenciais. Ontem (6), em plenária com os professores de São Cristóvão, a categoria decidiu manter a greve, até que todos sejam imunizados com as duas doses da vacina.

O Sintese também se reuniu com representantes da Secretaria Municipal de Educação e da Vigilância Sanitária da cidade de São Cristóvão, para discutir a situação. Conforme o sindicato, o problema do retorno às aulas presenciais não é a data, mas as condições sanitárias, pedagógicas e a imunização dos trabalhadores, pontos indispensáveis para que isso ocorra com segurança.