A Universidade Federal de Sergipe (UFS) informou nesta sexta-feira (14) que os cortes orçamentários do governo federal impactam em 17,9% o orçamento da instituição para 2021, o que corresponde a uma redução de mais de R$ 20 milhões em relação aos recursos recebidos no ano passado.

Essa perda pode acarretar em ‘impactos negativos nas ações de ensino, pesquisa e extensão, e no planejamento da retomada das atividades acadêmicas presenciais, conforme comunicado da Reitoria.

Além do enxugamento no orçamento total (custeio + capital), há também um bloqueio de 13,8% dos recursos aprovados para a UFS, totalizando mais de R$ 32 milhões, entre corte e restrição.

As áreas mais afetadas são ações de graduação, pós-graduação, ensino e pesquisa, com corte de 42,31%; educação básica, com redução de 45,34%; e reestruturação e modernização das instalações, com corte de 46,38%. “Tratam-se de importantes recursos para a manutenção de serviços essenciais como limpeza, energia elétrica, vigilância, bem como aquisição de equipamentos e realização de obras de infraestrutura”, afirma a UFS.

Segundo a Reitoria, a instituição manterá o funcionamento de suas atividades acadêmicas e de seus serviços à comunidade, mas se não houver ‘reversão do quadro orçamentário das universidades, a UFS terá que realizar ajustes em seu funcionamento’. 

A Federal de Sergipe possui atualmente seis campi instalados nas cidades de São Cristóvão, Aracaju, Itabaiana, Nossa Senhora da Glória, Lagarto e Laranjeiras, que ofertam 114 cursos de graduação e 75 de pós-graduação, para quase 30 mil alunos, distribuídos em 13 mil turmas de graduação e 58 programas de pós-graduação.

Governo Federal 

Em nota distribuída à imprensa esta semana, o Ministério da Educação informou que “não tem medido esforços nas tentativas de recomposição e/ou mitigação das reduções orçamentárias” e que promove ações com o Ministério da Economia “para que as dotações sejam desbloqueadas e o orçamento seja disponibilizado em sua totalidade para a pasta”.

Segundo o MEC, não houve redução no orçamento das unidades por parte da pasta. “O que ocorreu foi o bloqueio de dotações orçamentárias para atendimento ao decreto (nº 10.686, de 22 de abril de 2021)”, afirmou.

“Na expectativa de uma evolução do cenário fiscal no segundo semestre, essas dotações poderão ser desbloqueadas e executadas”, disse o ministério.