A estabilização da pandemia em Sergipe deve ocorrer a partir de dezembro deste ano, conforme prevê levantamento da Universidade Federal de Sergipe (UFS) divulgado nesta sexta-feira (4). Os pesquisadores levam em consideração o avanço da vacinação da população no estado e a queda na taxa de reprodução do vírus (Rt).

Segundo o professor Fábio Rodrigues de Moura, doutor em Economia Aplicada, esse cenário controlado da contaminação representa o registro, em média, de cinco novos casos diários da doença. 

“Nisso, foi simulada a redução da velocidade de transmissão do vírus provocada pelo avanço da imunização, impedindo que a taxa fique acima de 1 novamente. Dessa forma, estima-se a estabilização da doença no estado a partir do dia 9 de dezembro de 2021”, explica. 

Atualmente, com base nos boletins epidemiológicos da Secretaria de Estado da Saúde (SE), no período de 15 de outubro de 2020 a 30 de maio de 2021, os pesquisadores estimam que a taxa de reprodução do vírus se encontrava no intervalo entre 1,12 e 1,25. Isso significa que 100 pessoas infectadas podem vir a contaminar até outras 125. 

“Trata-se de uma projeção de caráter otimista e conservador. Devido ao aumento da velocidade de propagação nos últimos meses, ainda que se estabeleça uma hipótese de quebra no comportamento de transmissão, as melhores estimativas mostram que a doença somente iniciaria sua fase de estabilização ao fim do ano,” afirma o professor. 

De acordo com o estudo, os resultados reforçam a importância da continuidade e do fortalecimento do plano de vacinação contra a infecção, sob pena do aparecimento de novas ondas e de um prolongamento da trajetória da covid-19 no estado.

O pesquisador explica também porque as previsões de estabilização estão se prolongando ao longo do tempo. Em fevereiro deste ano, por exemplo, antes do pico da segunda onda, a estimativa indicava um cenário controlado a partir de julho.

 “Além do andamento do processo de vacinação, vale frisar que a previsão pode se estender ainda mais, por conta de outros fatores, como o comportamento da população no distanciamento físico, as medidas de cuidado em geral”, destaca o professor. 

A análise foi elaborada no âmbito do projeto EpiSergipe, que agrega cerca de 70 professores, técnicos e alunos de variados departamentos da UFS, como os de Economia e Farmácia.