Guiarei minha fala norteado através da palavra gratidão, que ao ser doravante pesquisada no léxico enforcadense, será acompanhada da (foto)grafia dos onze abnegados aqui reunidos. Rememorando o doutor da fé cristã, São Paulo, que escreveu, no décimo quarto capítulo de sua epístola aos Hebreus, ao reconhecer o fiel testemunho de Abel: “(…) embora esteja morto, por meio da fé ainda fala.” Ouso afirmar que assim também é o escritor que, mesmo finado continua vivo por meio dos seus escritos. Desta feita, o júbilo mor deste ramalhete textual que publicamos com o título de Memórias de Nossa Senhora das Dores: uma cidade centenária, é percebido, sobretudo, no legado que será perpetuado àqueles que se debruçarem sobre a história de valorização e pertencimento deste torrão natal.

Jailton Filho, Professor, licenciado em Física (UFS),

Sob à égide do pensamento e dedicação, conseguimos entrelaçar as “ideias que se tornaram ideais” de reconhecimento da parte individual que constitui o todo na comunhão de um só sentimento, abençoadamente cunhado, por um de nossos pares, como dorensenidade. Decidimos retribuir à nossa amada cidade, distrito de cultura e tradição ímpares, o pouco do muito que ela nos ofertou ao longo de suas dez décadas de existência. Contagiados pela emoção de viver um centenário de amor, não deixamos por olvidar nossas raízes, combatendo os vírus, pandêmico e do esquecimento, em prol da consolidação de atitudes que não definharam nossa essência de ser dorense de berço ou de coração.

Este livro possui a organização em citação de três nomes que se coaudunaram a oito pensadores locais, os quais são assim listados, apenas por imposição burocrática e editorial. Afinal, esta obra pertence a todos os dorenses, sendo cada cidadão que vive e respira o ar purificado por nossos ipês e oitizeiros; que se banham nas gélidas águas dos nossos refrigérios naturais – afluentes ou não do “rio que leva o nome deste estado”-, que cantam, encantam e se (re)descobrem nas mil faces do nosso artesanato e que bradam aos quatro cantos a alegria de habitar estas fronteiras, os legítimos coautores inalienáveis e imprescindíveis das palavras impressas que formam a referida coletânea.

Gostaria de usar, no entanto, a locução espanhola gracias para expressar meus mais sinceros agradecimentos aos responsáveis pela escrita e publicação desta antologia centenária. Não nos sintamos “obrigados”, mas sim “agraciados”. Cheios de graça, tal qual a Virgem Bendita que emprestou seu nome a esta cidade, que pelas ações dos seus filhos e habitantes, seguirá perseverante na vivência doutros centenários.

Viva à Dorensenidade!

Por Jailton dos Santos Filho

Professor, licenciado em Física (UFS), organizador e coautor do livro Memórias de Nossa Senhora das Dores: uma cidade centenária.

Discurso proferido na ocasião de recebimento da “Comenda de orgulho literário”, em reconhecimento à participação como coautor da publicação do livro Memórias de Nossa Senhora das Dores: uma cidade centenária.